Ponto de encontro para quem curte Educação e tecnologias
Professor(a), se você acredita que é um(a) "eterno(a) aprendiz", não perca a oportunidade de renovar e ampliar seus conhecimentos. Inscreva-se nos cursos que a equipe do NTE em parceria com o MEC/SE-RS trazem até nossa região. O objetivo desse trabalho é lhe proporcionar novas possibilidades de ação em sua prática pedagógica, a partir do conhecimento do software Linux Educacional e da utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC).
terça-feira, 12 de julho de 2011
FELIZ ANIVERSÁRIO SIMONE!
terça-feira, 5 de julho de 2011
CURSO: ENSINADO E APRENDENDO COM AS TIC/2011
A TECNOLOGIA É UMA ESTRATÉGIA
Parte I
O mundo que se apresenta exige o conhecimento e a utilização das diversas e distintas tecnologias e, as TIC são ferramentas que possibilitam a emissão e a recepção de qualquer tipo de informação contribuindo para a formação e estruturação da sociedade. As tecnologias foram invadindo os espaços de forma a especificar e melhorar rapidamente o que já existia, promovendo assim o surgimento de novos atores e consequentemente novos processos de adquirir e repassar o saber e a aprendizagem. É um processo cumulativo que ao mesmo tempo, que mantém também permite reformulação dos saberes acarretando numa evolução constante dos mesmos.Sendo assim, é importante que começamos a refletir sobre a aplicabilidade dessa tecnologia em nossas vidas. Precisamos entender e saber que tipo de tecnologia é essa e qual é sua essência, por exemplo.
É uma TIC resultante do aperfeiçoamento dos microprocessadores que trouxe mais velocidade ao processamento e maior capacidade de armazenamento e pela digitalização da informação que permitiu a compatibilidade entre diferentes sistemas.
Formou-se uma rede comunicativa universal em que tudo está ligado, relacionado, como por exemplo a Internet. Através dela, a aquisição de informações tornou-se muito mais fácil, devido a sua velocidade, alto armazenamento e compatibilidade com diversos recursos e sistemas.
Por ela abre-se um mundo totalmente novo e antes não imaginado. Sua utilização permite, vejam só, a conversação, trocas de informações, reclamações, compras, vendas, relacionamentos, propostas, soluções, entre outras possibilidades.
A era virtual traz o mundo para dentro da nossa casa, em fatos reais e muitas vezes, quase que instantaneamente ou instantaneamente.
2- Qual é a essência da tecnologia?
Uma vez dizia-se: “a tecnologia faz a mudança”, porém se não houver reestruturação nos procedimentos adotados e não existirem pessoas competentes e qualificadas para tal, a tecnologia não tem valia.
Tratando-se das TIC na educação, tem-se a necessidade de uma estratégia que possibilite a compreensão e como deve ser feita essa integração.
Essa estratégia, também denominada design estratégico, refere-se a um planejamento que trata de decisões, ações e alternativas firmes, inteligentes e reflexivas que permitam a realização dos objetivos com bons resultados.
Para que as tecnologias e a educação se unifiquem é necessário que se tenha em mente o que se busca com as TIC tanto em relação ao estudante como à própria escola e para tanto é necessário planejar.
PARTE II
Novo mundo educacional
Vivemos em uma sociedade que tudo muda, nós mudamos, mas a escola pouco tem mudado nos últimos tempos. Sentimos a necessidade que a escola precisa mudar e esta mudança precisa iniciar logo.
Precisamos de uma escola como sugere Silva (2008:198):
...como um sistema de construção do saber, de enriquecimento moral e social, um espaço onde se considere cada aluno como um ser humano à procura de si próprio, em reflexão conjunta com os demais e com o mundo que o rodeia.
Precisamos sim renovar a escola e as tecnologias contém os ingredientes necessários para favorecer esta mudança. Essa mudança iniciaria através de uma organização orientada pelos princípios da pedagogia diferenciada e dos modelos construtivistas da aprendizagem cujos objetivos assumissem que o indivíduo é o centro condutor das ações e atividades realizadas na escola.
As tecnologias da informação, principalmente com a utilização da internet nas atividades escolares, permitem corresponder a este novo modelo de escola que estamos buscando.
Mas, utilizar a internet e outras tecnologias da informação em sala de aula não basta para revolucionarmos a educação. Num novo paradigma de aprendizagem a escola “consistirá em saber interagir com as fontes de conhecimento existentes – escola, professores, sociedade”. (p.200).
A tecnologia torna possível o acesso direto à informação, mas não é possível o acesso direto ao conhecimento. Passar de um conhecimento intuitivo para um conhecimento reflexivo em que o estudante seja capaz de organizar, associar e estabelecer relações com as informações não se alcança com a imediaticidade.
Esse fator requer tempo, calma e paciência para aprender a pensar e utilizar as informações adquiridas através das tecnologias em informações novas sujeitas a discussões, debates e interações.
Parte III
QUAIS AS CONDIÇÕES PARA A INTEGRAÇÃO DAS TIC NA ESCOLA
Segundo o autor, Bento Duarte da Silva, o sucesso da integração das TIC na escola depende de três fatores:
1. Deve estar integrada no projeto curricular:
Não basta aplicar novas tecnologias, é preciso integra-la ao currículo tendo em vista a natureza e a função do educativo na escola. As TIC desenvolvem os processos mentais, nesta dinâmica, a preocupação do professor está em como acontece a aprendizagem, de que forma o aluno aprende significativamente.
2. Convergência entre o conhecimento pedagógico e o pensamento do professor:
Definido pelo autor como aspecto objetivo o conhecimento pedagógico adquirido pelo professor na sua formação, e em aspecto subjetivo o pensamento do professor com relação a sua ação pedagógica, sua capacidade critica de criar, recriar, buscar novas alternativas.
Para a utilização das novas TIC Silva & Maria (2000) definem como ponto inicial a busca de três novos saberes:
“ Saber de carácter instrumental e utilitário ou alfabetização informática; saber e competências ao nível de pesquisa, seleção e integração de informações e saberes no desenvolvimento das formas de comunicação e expressões em ambientes virtuais.” Pág.206
A formação do professor deve atuar em três dimensões: a tecnológica (manipulação das TIC), a expressiva ( domínio das linguagens de cada TIC) e a pedagógica (conhecimento integrado ao currículo escolar). Silva cita Moderno (1992:165), para alertar que: “o domínio da técnica induz, muitas vezes, o formador a ilusão de domínio pedagógico”.
3. Inserção numa política de renovação pedagógica na escola:
Estar integrada no projeto curricular e incluindo na formação e ação de professor é insuficiente para potencializar o uso das TIC na escola, para que aja uso eficaz e continuo das mesmas faz-se necessário adotar uma política ampla de renovação pedagógica, utilizando para isso: mudança na filosofia da escola, uso de projetos interdisciplianares, criação de mediatecas, de centros de recursos, de apoios pedagógicos, de ampliação e reformas arquitetônicas, contratação de pessoal tecnicamente qualificado para dar suporte.
O autor é enfático ao ressaltar a mudança da filosofia da escola, num projeto amplo de uso das TIC, caso contrário haverá situações de aprendizagem bem sucedidas, mas que serão pontuais, isoladas, eventuais.
ALGUMAS CONCLUSÕES CITADAS NA UNIDADE 4 SOBRE O USO DAS TIC:
As TIC não são meros instrumentos para comunicar conteúdos, elas interagem com a estrutura cognitiva dos sujeitos e com as estruturas das organizações do pensamento;
Cada época histórica apresenta um conjunto de novas teconologias, o uso do ciberespaço nos remete a época das comunidades tribais onde o saber era partilhado e construído pelo grupo, de forma personalizada e partilhada;
A escola tem a oportunidade de renovação, passando da lógica da instrução, memorização e transmissão para a lógica da construção da aprendizagem colaborativa;
Urge a necessidade do debate na escola sobre e com as tecnologias no campo organizacional, o que não vem ocorrendo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Os seguidores - Martha Medeiros
Estava
no aeroporto, outro dia, conversando com um ator e um blogueiro. Um deles se
virou para o outro e perguntou: “Quantos seguidores você tem?”. A resposta:
“Novecentos, e você?”. Resposta: “Um pouco menos, uns 650 mil.”
Músicos
têm ouvintes, atores têm platéia, escritores têm leitores, mas pelo visto isso
já não diz muita coisa, não há tanto mérito, é uma relação quase passiva. Bem-sucedido,
mesmo é quem tem seguidores, ao menos é o que dizia o slogan de um produto anunciado
em comercial de tevê recentemente, e nem era anúncio de equipamento eletrônico.
Não lembro o produto, mas lembro da promessa: “Você com cada vez mais
seguidores.” Que blusa eu uso, em que loja eu compro, que shoping devo
freqüentar para ter tantos seguidores assim? A ambição agora é ser messiânico.
Jesus tinha seguidores, assim
como Renato Russo. Mas agora qualquer um pode ter seu rebanho, ser um pastor. O
Twitter fundou uma nova tribo. Soube que Caio Fernando Abreu, falecido há mais
de 10 anos, tem hoje 60 mil seguidores. E seus leitores? Já não estão com esse
cartaz todo.
É
apenas uma questão de semântica, claro. Renovam-se as palavras para perpetuar a
sensação de modernidade, de atualização, mas, no fundo é tudo a mesma coisa. Só
que não se pode negligenciar o sentido do termo: a palavra seguidor sugere um
refém intelectual, enquanto que o leitor pensa, reflete, concorda, discorda. O
seguidor não se dá esse trabalho. Apenas xereta.
Eu
sei que é apenas uma expressão, eu sei, eu sei, mas acho estranho, fazer o quê.
Já me perguntaram: quantos seguidores tu tens? Ora, nem às minhas filhas desejo
tal destino. Se eu tivesse um caminhão escreveria no para-choque: “não me
sigam, que estão todos perdidos também.”
É
só um termo atual para definir a prática inofensiva de twittar, mas não sei se
é mesmo tão banal, tão sem significado. Os equipamentos eletrônicos hoje já
dispensaram o plugue da tomada, mas seus usuários, em efeito contrário, estão
criando uma corrente de interligação que despreza a privacidade e a
introspecção. O pensamento alheio virou uma espécie de asilo. Livro serve pra
isso também, mas é uma relação a dois: você que lê e o escritor que lhe
inspira. Há certa sacralidade nesse encontro. Algo de muito pessoal é
preservado. Aquilo que lhe emocionou, que iluminou seu pensamento e que
despertou seu raciocínio é exclusivo, secreto: uma relação obviamente mais
romântica. Por mais popular que seja um escritor, ele é consumido no
particular. Mas se você tem 564.238 seguidores conectados ao mesmo tempo, puf,
evapora-se o mistério.
Todos
viraram gurus uns dos outros.
Me siga que eu te sigo.
Mas para onde?
terça-feira, 14 de junho de 2011
OFICINA 2 DE BLOG
APRENDENDO SOBRE BLOGS
CONCEITO
Os Blogs são sistemas de publicação na web. A palavra tem sua origem da abreviação de weblog: web (teia, designa o ambiente de páginas de hipertexto na Internet) e log (diário) – diário na web.
Vamos utilizar o blog do NTE para conhecer mais um pouquinho sobre as possibilidades pedagógicas de um blog.
Blogs têm sido amplamente empregados na condição de diários digitais, na publicação de notícias e de outros gêneros textuais. Dessa forma, os Blogs e fotologs (diários de fotos na web) permitem a qualquer pessoa que se prontifique a mergulhar nos recursos oferecidos pela Internet tornar-se um (a) autor (a).
Essa ferramenta, que nos permite publicar conteúdos na Internet, se tornou muito popular por não demandar, para sua criação e utilização, conhecimentos especializados em informática, inclusive porque podemos fazer tudo isso de forma gratuita. Com ela podemos ter nossa página na Internet, editando-a com muita facilidade.
Você vai ter a oportunidade de visitar este mundo dos Blogs, vai compreender porque eles estão sendo tão importantes na vida de muitos profissionais liberais, entre eles muito professores, jornalistas etc. Essa ferramenta é muito utilizada na organização de muitas comunidades e grupos de ativistas de vários setores. Você vai conferir como é fácil criar o seu próprio blog. Além disso, vamos aprender a usar os Blogs, neles publicando e interagindo.
Em uma primeira análise, pode causar um certo estranhamento o fato de alguém desejar publicar seu diário na Internet, visto que esse tipo de produção costumava ser secreta, de forma a resguardar a vida particular. O que motivaria uma pessoa a compartilhar a intimidade abertamente a desconhecidos? E na Internet! Logo de saída, para o mundo todo!
O depoimento de uma blogueira (como são conhecidos os usuários dos Blogs), expresso no livro “Blog: Comunicação e escrita íntima na Internet” , de Denise Schittine, nos ajuda a esclarecer razões que justificam a popularidade dos Blogs:
“Como definir o diário? (...) em primeiro lugar, um diário se escreve ao sabor de tempo, é muito diferente das auto-biografias, memórias e outros parentes próximos do gênero. O diário é observado dia-a-dia, mais ou menos escrupulosamente, mas é sempre uma espécie de representação ao vivo da vida.
Ter um diário íntimo também é algo difícil. É uma atividade que exige uma certa disciplina, que ordena a vida (...).Pessoalmente, o que me anima é uma personalidade que eu classificaria como “arquivista” e de colecionadora. Ter um diário íntimo é uma maneira de colecionar os dias...Colocar-se no papel cotidianamente é também uma nova maneira de se desnudar e de decifrar o próprio interior sem ter que pagar uma terapia (...)
Alguns relêem seus diários e se supreendem com o que escreveram. Outros não compreendem mais nada. (...) Um diário é uma encenação, uma representação de si. Nós somos a personagem principal de nosso diário. Nós temos às vezes a tendência a escrever as coisas não como elas são, mas como deveriam ser. Escreve-se para embelezar ou dramatizar a vida, para lhe dar um sabor novo. O diário é, muitas vezes, um dos últimos refúgios do sonho”. (SCHITTINE, 2004, p. 15)
O depoimento lido apresenta motivações bastante abrangentes. Em primeiro lugar, é clara a função do registro em um blog como uma forma de memória externa, que auxilia o autor a refletir sobre sua própria vida, a repensar-se e a melhor compreender-se. Mas, e por que o desejo de publicação? A autora trabalha a hipótese da sensação de imortalidade. Historicamente, a escrita se estruturou como uma possibilidade de registro de informações para as novas gerações, ou seja, uma forma de deixar um legado, de não ser esquecido. Assim, ao publicar textos na Internet, qualquer pessoa pode vivenciar a experiência de fama e “imortalização”.
Mas, qual a relação desses aspectos com a educação? Vamos, antes de começar a navegar e a conhecer bons Blogs, tentar compreender as razões que estão levando diversos educadores a se apropriarem dessa ferramenta como mais um recurso pedagógico.
Comecemos com o relato de uma educadora, Nize Maria Campos Pellanda , que usa os Blogs em um projeto educativo, com jovens do meio rural.
Esse depoimento lembra-nos Paulo Freire quando ele nos dizia que só é alfabetizado aquele que é capaz de escrever a sua própria história: “Talvez seja este o sentido mais exato da alfabetização: aprender a escrever a sua vida como autor e como testemunha da história, isto é, biografar-se, existencializar-se, historicizar-se.” (FIORI apud FREIRE; GUIMARÃES, 1987, p. 10).
Por que esta ênfase na escrita?
Porque a compreensão e o domínio de uma linguagem não se adquirem apenas com as atividades de leitura, são necessárias também as de autoria. O nível de consciência que se atinge quando se está realizando uma atividade criativa é muito maior do que quando estamos apenas numa atitude receptiva. Essa consciência é um dos componentes mais importantes do desenvolvimento do processo cognitivo: a metacognição . Realizando atividades simples não chegamos a nos dar conta dos nossos próprios processos de pensamento, só tarefas mais complexas exigem que reflitamos a respeito de como as estamos realizando.
Antes de ter ouvido falar em Blogs você deve ter ouvido falar a respeito dos diários de aprendizagem. Já sabíamos que nos diários de aprendizagem os estudantes sistematizam e relatam suas aprendizagens. Os diários de aprendizagem são uma importante forma de registro e divulgação de pesquisas e produções escolares. Pensem agora que o mesmo diário possa ser publicado em escala mundial. Quem não se sentirá valorizado? Com essa perspectiva vale a pena caprichar no trabalho, não é mesmo?
Mas, a possibilidade da publicação não é o único aspecto diferente nos Blogs (diários virtuais). A denominação “diário virtual” é incompleta para abarcar todas as possibilidades e a diversidade de uso desse recurso.
Visitando alguns blogs educacionais poderemos ter uma noção mais evidente da sua utilização no meio pedagógico.
Então, vamos navegar na blogosfera?
segunda-feira, 13 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Projovem
O NTE iniciou neste mês de maio uma parceria com a Secretaria Municipal de Cidadania, visando capacitar em informática jovens inseridos no Programa Projovem da Prefeitura Municipal. Todas as segundas-feiras, das 13h e30mim as 15h e 30mim estes alunos participarão de encontros aqui na 15ªCRE no intuito de aprimorar suas capacidades no uso do computador. Este curso se estenderá até meados de 2012.
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